KAULEN,
Lourenço, 1716-?, S. J.
Relação de algumas causas
[i. e. cousas] que succederão aos religiosos da Companhia
de Jesus no reyno de Portugal, nas suas prizões, desterros
e carceres, em que estiverão por tempo de 18 annos, isto
he do anno 1759 athe o anno 1777, no reinado del Rey D. Jose
I sendo Primeiro Ministro Sebastião Jozé de Mendonça
Carvalho Marquez do Pombal / obra feita pelo Padre Lourenço
Kaulen Allemão da cidade de Colonia a borda do Rheno,
e companheiro dos de que escreveo, Missionario que foi no Barsil
na Provincia de Para nos rios de Tocantins, Amazonas e Xingu.
[1784]. [3] f., 375 p., enc. : 3 desenhos aguarelados
; 22 cm
Original autógrafo, com muitas emendas, acrescentos e
notas marginais. O padre jesuíta Lourenço
Kaulen foi missionário na Amazónia, cartógrafo
e apologeta. Era mestre em Artes quando entrou para a Companhia
de Jesus em 1738. Em 1750 embarcou para as Missões do
Maranhão e Grão Pará, e sete anos depois
partia para Lisboa. Esteve no Colégio de Nossa Senhora
da Lapa, na Beira, e em 1759, aquando da expulsão da
Companhia de Jesus pelo marquês de Pombal, foi preso nos
cárceres de Almeida, e depois nos de S. Julião
da Barra, de onde saiu em 1777, depois da morte de D. José.
Na lista dos religiosos da Companhia que foram libertados em
Março desse ano (p. 192 deste ms.), encontra-se o nome
do padre L. Kaulen, sob o n.º 39. Contém
três desenhos à pena e aguarelados, desdobráveis,
a saber: «Planta dos carceres de Almeida em que estiverão
os Jesuítas de Portugal por 18 annos» este
desenho está cortado na parte inferior, onde estava escrito
«P. Laur. Kaulen, e S. J. delin. 1777. Ulysip.»
(entre p. 74 e 75); representação do busto de
S. Juliano mártir sobre um pedestal, encimado por insígnia
da Companhia de Jesus, e na parte inferior, um cárcere
dentro de uma fortificação (entre p. 138 e 139).
SOMMERVOGEL (1896); LEITE (1949).
COD. 7997 |
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| Representação
do busto de S. Juliano mártir; cárcere dentro de uma fortificação
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