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Sobre a exposição
Horário de visita
à Exposição:

Dias úteis: 10h - 19h
Sábados: 10h-17h
Encerra domingos e feriados
Catálogo da exposição à venda na livraria da BN.
Ilustração da capa de André Carrilho.
Preço: 15€
A Biblioteca Nacional de Portugal evoca, nesta exposição, a vida e obra de Rómulo de Carvalho (1906-1997), insigne investigador da história das ciências, professor e pedagogo, que se tornou alvo de reconhecimento do grande público com o pseudónimo literário de António Gedeão, nomeadamente como autor do poemas «Pedra filosofal», «Calçada de Carriche» e «Lágrima de preta».

Licenciado em Ciências Físico-Químicas, Rómulo de Carvalho deixou uma obra de pesquisa reconhecida, através dos seus estudos sobre a história da ciência em Portugal no século XVIII. Rigoroso e prolífico investigador, a sua História do Ensino em Portugal (1986), constitui, ainda hoje, uma referência obrigatória. Os trabalhos didácticos e pedagógicos, incluindo manuais escolares nos domínios da Física e da Química, seguiram de par com importantes obras de vulgarização de temas das ciências: colaborador da célebre «Biblioteca Cosmos», dirigida por Bento de Jesus Caraça na década de 1940, mais tarde chamado por António Quadros a publicar na colecção «Biblioteca Breve», do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, na década de 1980, ele mesmo dirigiu e quase inteiramente assegurou a colecção «Ciência para a Gente Nova», entre 1952 e 1962, publicada na editora Atlântida (Coimbra), e a série de «Cadernos de Iniciação Científica», entre 1979 e 1981 para a Livraria Sá da Costa.

Movimento Perpétuo, em 1956, foi o título de estreia de António Gedeão, seguido de Teatro do Mundo, em 1958, de Máquina de Fogo, em 1961, e de Linhas de Força, em 1967. Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos, em 1984 e 1990, concluíram o seu percurso poético original.

Através das obras impressas, dos manuscritos e outros documentos originais que compõem o espólio, doado à BNP pela Família do escritor, a exposição procura reflectir a diversidade da produção científica e literária da obra de Rómulo de Carvalho/António Gedeão. Encontram-se expostos originais de poemas, de que destacamos «Pedra filosofal», «Calçada de Carriche», «Lágrima de preta» e «Poema de me chamar António», os manuscritos inseridos em A poltrona e outras novelas, RTX 78/24: peça em 2 actos e 7 quadros e do auto em um quadro História breve da lua. Também podemos ver algumas fotografias da autoria de Rómulo de Carvalho, algumas das quais utilizadas no seu livro Memória de Lisboa, bem como autógrafos das suas Memórias e das bibliografias científicas do séc. XVIII.

António é o meu nome
 
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