Bocage 1765-1805
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Cronologia da vida e ibra de Bocage

 
1758 Casamento de José Luís Soares Barbosa, jurista, com Mariana Joaquina Xavier du Bocage.
1765 - 15 Set. Bocage nasce na vila de Setúbal.
1774 Falecimento da mãe de Bocage.
1781 Assenta praça no Regimento de Infantaria nº 6, sediado em Setúbal.
1783 É transferido para a recém-fundada Academia dos Guardas-Marinhas.
1784 Deserta da Marinha.
1786 É enviado para Goa na qualidade de guarda-marinha. Passa pelo Rio de Janeiro e pela Ilha de Moçambique.
1787 Janta com Beckford célebre escritor inglês.
1789 É promovido a segundo-tenente e colocado em Damão. Abandona este território, seguindo para Surate na Índia. Depois de uma breve passagem por Cantão encontra-se em Macau, de onde regressa ao reino.
1790 Chega a Lisboa em Agosto deste ano. Adere de imediato à recém-fundada Academia das Belas-Letras. Publica a Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes.
1791 Neste ano publica o primeiro tomo das Rimas, Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora Urselina (Ecloga) e os Idílios Marítimos.
1793 Divergências na “Academia das Belas Letras”.
Publicação de Eufémia ou o Triunfo da Religião.
1794 Publica a segunda edição do primeiro tomo das Rimas e um elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão aerostática em Portugal.
É expulso da “Academia das Belas Letras”.
1797 Traduz As Chinelas de Abu-Casem e História de Gil Braz de Santilhana de Lesage.
Em Agosto, é preso e conduzido ao Limoeiro. Em Dezembro, é transferido para os cárceres do Santo Ofício.
1798 Em Fevereiro, foi enviado para o Convento de S. Bento, para ser “reeducado”. No mês seguinte, por ordem do príncipe regente, o futuro D. João VI, é confinado no Hospício das Necessidades, onde estão sediados os Oratorianos. Usufrui da ampla biblioteca desta ordem religiosa.
Em Abril, vivência finalmente a “liberdade querida e suspirada”.
1799 Publica o segundo volume das Rimas.
1800 Bocage republica o primeiro tomo das Rimas.
Da sua autoria é o Elogio aos Faustissimos Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor.
Traduz Os Jardins de Delille, a Elegia ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Marinha, etc., etc., etc., D. Rodrigo de Sousa Coutinho de José Francisco Cardoso, Canto Heróico sobre as Façanhas dos Portugueses na Expedição de Tripoli de José Francisco Cardoso e Os Jardins ou a Arte de Aformosear as Paisagens. Poema de M. Delille.
1801 Bocage traduz As Plantas de Castel e O Consórcio das Flores. Epístola de Lacroix a seu Irmão.
1802 Responde perante o Santo Ofício, acusado de pertencer à maçonaria.
Aos Annos Faustissimos do Serenissimo Principe Regente de Portugal, obra dedicada ao futuro D, João VI.
Traduz Galateia – Novela pastoril, imitada de Cervantes por Florian e Rogério e Victor de Sabran, ou o Trágico Efeito do Ciúme.
1804 É publicado o 3º tomo das Rimas e o Epicédio na Sentida Morte do Ilustríssimo, e Excelentíssimo Senhor. D. Pedro José de Noronha, Marquez de Angeja.
1805 É assolado por um aneurisma na carótida. Convivendo com o espectro da morte, escreve febrilmente numa luta contra o tempo. Até falecer, registam-se as seguintes publicações:
São publicadas as seguintes obras: Improvisos de Bocage na sua mui perigosa enfermidade, o elogio dramático A Gratidão, os Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia, A Saudade Materna, o idílio Mágoas Amorosas de Elmano e A Virtude Laureada.
Traduz Ericia ou a Vestal.
Falece a 21 de Dezembro de 1805, com 40 anos, na travessa de André Valente, em Lisboa. É sepultado no cemitério da Igreja das Mercês.
 
Casa onde nasceu Bocage
 
Manuel Maria Barbosa du Bocage
 
[Notícia da prisão de Bocage
no Mosteiro de São Bento,
pelo Tribunal do Santo Ofício]
 
Casa onde morreu Bocage

 

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