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| 1758 |
Casamento de José Luís Soares Barbosa, jurista, com Mariana Joaquina Xavier du Bocage. |
| 1765 - 15 Set. Bocage nasce na vila de Setúbal. |
| 1774 |
Falecimento da mãe de Bocage. |
| 1781 |
Assenta praça no Regimento de Infantaria nº 6, sediado em Setúbal. |
| 1783 |
É transferido para a recém-fundada Academia dos Guardas-Marinhas. |
| 1784 |
Deserta da Marinha. |
| 1786 |
É enviado para Goa na qualidade de guarda-marinha. Passa pelo Rio de Janeiro e pela Ilha de Moçambique. |
| 1787 |
Janta com Beckford célebre escritor inglês. |
| 1789 |
É promovido a segundo-tenente e colocado em Damão. Abandona este território, seguindo para Surate na Índia. Depois de uma breve passagem por Cantão encontra-se em Macau, de onde regressa ao reino.
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| 1790 |
Chega a Lisboa em Agosto deste ano. Adere de imediato à recém-fundada Academia das Belas-Letras. Publica a Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes. |
| 1791 |
Neste ano publica o primeiro tomo das Rimas, Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora Urselina (Ecloga) e os Idílios Marítimos. |
| 1793 |
Divergências na “Academia das Belas Letras”.
Publicação de Eufémia ou o Triunfo da Religião. |
| 1794 |
Publica a segunda edição do primeiro tomo das Rimas e um elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão aerostática em Portugal.
É expulso da “Academia das Belas Letras”. |
| 1797 |
Traduz As Chinelas de Abu-Casem e História de Gil Braz de Santilhana de Lesage.
Em Agosto, é preso e conduzido ao Limoeiro. Em Dezembro, é transferido para os cárceres do Santo Ofício.
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| 1798 |
Em Fevereiro, foi enviado para o Convento de S. Bento, para ser “reeducado”. No mês seguinte, por ordem do príncipe regente, o futuro D. João VI, é confinado no Hospício das Necessidades, onde estão sediados os Oratorianos. Usufrui da ampla biblioteca desta ordem religiosa.
Em Abril, vivência finalmente a “liberdade querida e suspirada”.
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| 1799 |
Publica o segundo volume das Rimas. |
| 1800 |
Bocage republica o primeiro tomo das Rimas.
Da sua autoria é o Elogio aos Faustissimos Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor.
Traduz Os Jardins de Delille, a Elegia ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Marinha, etc., etc., etc., D. Rodrigo de Sousa Coutinho de José Francisco Cardoso, Canto Heróico sobre as Façanhas dos Portugueses na Expedição de Tripoli de José Francisco Cardoso e Os Jardins ou a Arte de Aformosear as Paisagens. Poema de M. Delille. |
| 1801 |
Bocage traduz As Plantas de Castel e O Consórcio das Flores. Epístola de Lacroix a seu Irmão. |
| 1802 |
Responde perante o Santo Ofício, acusado de pertencer à maçonaria.
Aos Annos Faustissimos do Serenissimo Principe Regente de Portugal, obra dedicada ao futuro D, João VI.
Traduz Galateia – Novela pastoril, imitada de Cervantes por Florian e Rogério e Victor de Sabran, ou o Trágico Efeito do Ciúme. |
| 1804 |
É publicado o 3º tomo das Rimas e o Epicédio na Sentida Morte do Ilustríssimo, e Excelentíssimo Senhor. D. Pedro José de Noronha, Marquez de Angeja. |
| 1805 |
É assolado por um aneurisma na carótida. Convivendo com o espectro da morte, escreve febrilmente numa luta contra o tempo. Até falecer, registam-se as seguintes publicações:
São publicadas as seguintes obras: Improvisos de Bocage na sua mui perigosa enfermidade, o elogio dramático A Gratidão, os Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia, A Saudade Materna, o idílio Mágoas Amorosas de Elmano e A Virtude Laureada.
Traduz Ericia ou a Vestal.
Falece a 21 de Dezembro de 1805, com 40 anos, na travessa de André Valente, em Lisboa. É sepultado no cemitério da Igreja das Mercês. |
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