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A Correspondência
de António Sérgio para Raul Proença
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RÉGIO, José, pseud.
[Carta], 1938 Nov. 30, Boavista-Portalegre [a] Irene Lisboa, Lisboa / José Régio. [2] p. : il. ; 26,7 x 21 cm
Autógrafo a tinta preta, assinado. — Com sobrescrito sem selo. — Em papel de quadrícula alongada, com numeração apenas na segunda página. — Inclui, na 2.ª p., desenho representando três cabeças (duas masculinas e uma feminina), na mesma tinta. — O autor solicita excerto de Solidão, dizendo: «Queria encher duas páginas da presença com um fragmento do seu romance já anunciado para as edições Europa. Recorra a tôda a sua paciência, condescendência, benevolência e vontade para atender a estas três condições […]. Tem de ser prosa […] Tem de caber, rigorosamente, em duas páginas da presença […]. Tem de vir depressa[…]».
BNP Esp. E24/144
 
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Outros manuscritos

José Régio, pseud.
Poeta, ficcionista, dramaturgo, memorialista, ensaísta, crítico literário e professor do ensino secundário de reconhecido mérito, José Maria dos Reis Pereira, nasceu em 1901, em Vila do Conde, onde viria a morrer em 1969. Foi um dos escritores de maior relevância do século XX e um dos fundadores, com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, da revista presença (1927-40), publicação que ficou conhecida como órgão difusor do Segundo Modernismo português. Participou activamente na vida pública, fazendo parte da comissão concelhia de Vila do Conde do Movimento de Unidade Democrática (MUD), apoiando o general Norton de Matos na sua candidatura à Presidência da República e a candidatura do general Humberto Delgado. Integrou ainda a Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD), nas eleições de 1969. Da vasta produção literária, destacam-se o livro inaugural de poesia, Poemas de Deus e do Diabo (1926), Biografia: sonetos (1929), as peças Jacob e o Anjo (1940) e Benilde ou a Virgem-Mãe (1947) e ainda os cinco volumes da saga romanesca AVelha Casa (1945-1966).
 
Outros manuscritos

Irene Lisboa
Irene do Céu Vieira Lisboa (que assinou também com diversos pseudónimos, entre os quais o de João Falco) foi uma das mais originais escritoras portuguesas do século XX, repartindo a sua obra literária entre a poesia e o conto. Estreou-se, em 1926, com 13 Contarelos, a que se seguiram, dez anos depois, os seus dois únicos livros de poesia: Um Dia e Outro Dia (1936) e Outono Havias de Vir (1937). Pedagoga de grande mérito e activa intervenção cívica, manteve estreitas relações de amizade com José Rodrigues Miguéis e recebeu a melhor crítica de José Régio, João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio.
ACPC
 
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