Nota explicativa
Nota explicativa Fátima Lopes

A proposta de navegação pela Colecção de Antero de Quental, que agora se disponibiliza em linha, assenta na estrutura da inventariação dos espólios literários utilizada no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea que distribui os textos em função da autoria e da tipologia dos documentos. Adaptando esse princípio à especificidade do acervo, inicia-se com os seus “manuscritos”, propondo de seguida a leitura das “cartas do autor” para, por último, introduzir o navegador num conjunto de documentos em que o próprio Antero é tema e não agente directo, a correspondência de terceiros.

Para os manuscritos, e porque é apenas de versos que se trata, distinguimos os sonetos dos poemas, organizando-os alfabeticamente por título expresso ou atribuído. Por título expresso entenda-se o que o documento em causa apresenta. Os títulos atribuídos respeitam a última vontade do escritor, a edição de 1881 dos Sonetos (v. http://purl.pt/3468) e a de 1886 dos Sonetos completos (v. http://purl.pt/122) organizada por Oliveira Martins. A única excepção vai para as denominadas “Poesias lúgubres”, conjunto de 5 poemas publicados a p. 35-48 desta última edição, por ser um título vulgarizado entre anterianos, como refere Ana Maria de Almeida Martins na apresentação deste sítio Web.

O índice de títulos e primeiros versos constitui, se quisermos, outro ponto de acesso à realidade deste tesouro de “papéis” sobreviventes à destruição a que Antero de Quental votou os seus escritos. Regista todos os textos poéticos remetendo do título para o primeiro verso, ou vice-versa, de acordo com a especificidade do documento. Inclui ainda outras versões de títulos – em itálico – sempre que os mesmos foram preteridos nas edições já referidas, conforme informação que vai registada em nota à descrição da peça. Remete para o documento em causa através da cota, elemento identificador de cada documento do acervo.

Para a navegação pelas cartas, a organização tem como ponto de partida o registo de inventário em função do autor e do destinatário. Nas cartas do autor, fragmentos do diálogo mantido à distância com os interlocutores, encontramos poemas e sonetos, por vezes enviados como ilustração do processo de criação, do seu estado de espírito, ou em resposta a solicitações da personalidade a quem a missiva se destina. A “leitura” é proposta em termos cronológicos e os textos poéticos inclusos são visualmente perceptíveis, com recurso a sombreados na imagem. O índice onomástico regista todos os autores e destinatários presentes no acervo e também permite o acesso aos originais através da cota, elemento identificador de cada unidade textual.

Como complemento à disponibilização em linha desta colecção documental, optámos por incluir outra peça da autoria de Antero de Quental, as Tendências gerais da Filosofia na segunda metade do século XIX, dada a sua relevância e a escassez de “manuscritos” deste autor. Integra os fundos da BNP desde 1978 e foi adquirido por compra, ao contrário do acervo, que foi transferido dos Arquivos Nacionais-Torre do Tombo por protocolo assinado em Março de 1997.

Tesouro da cultura portuguesa contemporânea, integra 59 documentos, 40 dos quais escritos pelo punho do autor. Ficam agora disponíveis em linha. Nos 38 textos poéticos que o integram, há mais do que uma versão de alguns deles como confirma o respectivo índice, estruturado para fazer sobressair essa realidade.

Página inicial
Apresentação
Nota explicativa
Poesias
Sonetos
Cartas do Autor
Cartas de terceiros
Índice onomástico
Índice de títulos
e 1.os versos
Abreviaturas
Bibliografia activa
Bibliografia passiva
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