Nomeei as coisas e fiquei contente

A parte mais substancial do espólio do «escritor e poeta» Vitorino Nemésio – ou, pelo menos, aquela que mais interessa destacar nesta exposição – é sem dúvida a que diz respeito ao que aqui se designa como «Criação literária». Para facilitar a ordenação dos materiais, houve neste caso que separar o «escritor» (de ficção narrativa em prosa) do «poeta» e estabelecer para cada um deles a sua própria cronologia em função da obra publicada em livro. Quanto aos dispersos e inéditos, optou-se em ambos os casos por separá-los, surgindo no final de cada um dos dois grupos por se deduzir em muitos casos que seriam, para Nemésio, materiais a considerar em futuras compilações ou até mesmo reedições de obras anteriores às quais daria diferente ordenação, para já não falar, evidentemente, dos projectos não concluídos...

O percurso literário   Fátima Freitas Morna
Universidade de Lisboa – Faculdade de Letras
     
Núcleo 3: criação literária   O núcleo «Criação Literária», [...] foi estruturado com base no estudo dos originais de poesia, narrativa e teatro (textos éditos e dispersos ou inéditos) existentes no espólio e na análise da correspondência com escritores que de uma forma ou outra estiveram perto do seu processo criativo.
     
Caderno de Géneses:  

Luís Fagundes

Introdução

Génese do poema inédito «Ao Senhor Santo Cristo», retirado de O Bicho Harmonioso (1938) pelo Autor

Génese do início do Capítulo II de Mau Tempo no Canal (1944)

Autógrafos de materiais para Festa Redonda (1950)

Génese do poema «Minha Tia Marianina», de Festa Redonda (1950)

Génese do soneto «Oratório», de Nem Toda a Noite a Vida (1952)

Génese da capa de Violão de Morro. Nove Romances da Bahia (1968)