| 22 de Abril de 1724. Nasce o 4º filho de Johann-Georg Kant, mestre conselheiro em Königsberg, a quem foi dado o nome de Imanuel Kant. Este convenceu-se, erradamente, de que tinha ascendentes escoceses e que originariamente o seu nome se escrevia “Cant”. Cresceu num meio onde predominavam artesãos e comerciantes evidenciando capacidade de iniciativa, trabalho, honestidade e rigor. O pietismo que a família professava será uma das influências marcantes do futuro Filósofo. |
1734. Kant entra para o “Collegium Fredericianum”, onde permanecerá até 1740. Aí aprendeu latim e teologia. Não obstante a debilidade da sua saúde, Kant revelou-se um aluno excelente. |
1737. Com treze anos de idade, Kant perde a mãe. |
1740. Kant ingressa na Universidade de Königsberg, onde, durante sete anos, estuda filosofia, teologia, matemática e física, sendo particularmente influenciado por M. Knuzen, que lhe transmitiu o interesse pela ciência da natureza e pela mecânica newtoniana. Abandona a casa paterna e dá aulas particulares para sobreviver. |
1746. Morre o pai de Kant. Este conclui o doutoramento com a dissertação: Pensamentos sobre a verdadeira avaliação das forças vivas, onde pretende arbitrar o conflito entre Descartes e Leibniz. Torna-se preceptor, afastando-se temporariamente de Königsberg, onde residirá permanentemente a partir de 1754. |
1754. Publica dois artigos científicos: “Cosmogonia ou ensaio de dedução da origem do universo, da formação dos corpos celestes e das causas do movimento a partir das leis do movimento universal da matéria e da teoria de Newton” e “É possível saber se a Terra envelhece do ponto de vista físico?” |
1755. Inicia a actividade docente na universidade de Königsberg, onde, ao longo de 40 anos, leccionará a quase totalidade das disciplinas filosóficas e ainda geografia física, matemática, física e antropologia.
Publica: História geral da natureza e da teoria do céu ou ensaio sobre a concepção da orgem mecânica do conjunto do universo segundo os princípios de Newton e Nova explicação dos primeiros princípios do pensamento metafísico.
O terramoto de Lisboa, de 1 de Novembro deste ano, não abala o optimismo professado por Kant. |
1756. Publica uma Monadologia física. |
1758. Publica a sua nova concepção do movimento e do repouso. Apresenta novamente, sem sucesso, a sua candidatura à cadeira de lógica e metafísica da universidade de Königsberg. |
1759. Ensaio de algumas considerações sobre o optimismo, onde o Filósofo anuncia o programa do seu curso. O opúsculo insere-se no debate sobre o optimismo. Ainda instalado no seu “sono dogmático”, Kant manifesta-se claramente a favor do optimismo. |
1762. No programa do seu curso, intitulado “Da falsa subtileza das quatro figuras do silogismo”, Kant declara que a lógica formal “é um colosso com pés de barro”.
Neste mesmo ano, é publicado o Emílio de Jean-Jacques Rousseau, que fascinou Kant, ao ponto de ter renunciado vários dias ao seu lendário passeio. |
1763. Publica: Investigação sobre a evidência dos princípios da teologia natural e da moral, o Ensaio para introduzir na filosofia o conceito de grandeza negativa e o Único fundamento de uma demonstração possível da existência de Deus. |
| 1764. Publica Considerações acerca do sentimento do belo e do sublime, que obtém um enorme sucesso. |
1765. Obtém o lugar de sub-bibliotecário da Biblioteca Real do castelo de Königsberg. |
1766. Publica Os sonhos de um visionário explicados através de sonhos metafísicos, que consagra a Swedenborg, filósofo e matemático sueco, que tinha a pretensão de comunicar com as almas dos mortos. |
1769. Kant recusa uma proposta aliciante, muito bem remunerada, para ensinar filosofia teórica na universidade de Erlangen, devido à sua ambição de conquistar a cátedra de metafísica e lógica na universidade de Königsberg, o que conseguirá no ano seguinte. |
1770. Defesa da tese, conhecida por Dissertação de 1770: Da forma e dos princípios do mundo sensível e do mundo inteligível, que prepara as doutrinas fundamentais da Crítica da Razão Pura. |
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