Sophia de Mello Breyner Andresen no seu tempo
Momentos e Documentos
 
  Selecção, conteúdos e organização por Maria Andresen Sousa Tavares  
 
   
  Comecei a escrever numa noite de Primavera, uma incrível noite de vento leste e Junho. Nela o fervor do universo transbordava e eu não podia reter, cercar, conter – nem podia desfazer-me em noite, fundir-me na noite.
No gume da perfeição, no imenso halo de luz azul e transparente, no rouco da treva, na quási palavra de murmúrio da brisa entre as folhas, no íman da lua, no insondável perfume das rosas, havia algo de pungente, algo de alarme.
Como sempre a noite de vento leste misturava extase e pânico.
 
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Biblioteca Nacional de Portugal Sophia na casa da Travessa das Mónicas, 1964. Fotografia de Eduardo Gageiro

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