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200 ANOS DO ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL Mosqueteiros - Desenho de Ana Maria  
A Exposição ROMANCE DE AVENTURAS ALEXANDRE DUMAS OUTROS AUTORES ESTRANGEIROS ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL
Estudos sobre a vida e a obra
Recepção do Romance de Aventuras por Claude Schopp Alexandre Dumas, a paixão é a aventura por fernando Guerreiro Alexandre o conquistador por Ernesto Rodrigues Duas notas sobre Alexandre Dumas em Portugal, por josé-Augusto França
Recepção do romance de aventuras, Eugène Delacroix leitor de Alexandre Dumas - por Claude Schopp Biógrafo de Alexandre Dumas
   

Como se lê a literatura de aventuras? São raros os registos das reacções dos leitores comuns. Escrevem pouco, deixando o campo da opinião aos leitores profissionais, quer dizer, à crítica literária, que, por intermédio do folhetim jornalístico, procura exercer o seu magistério sobre tudo o que se imprime. Assim, nos numerosos estudos sobre a recepção das obras, são sempre os críticos, cujos julgamentos são cuidadosamente recenseados, quem faz a lei, excluindo o verdadeiro público leitor. Mas serão estas tribunas institucionalizadas, a partir das quais os críticos do século XIX pensavam poder reger o império das letras, o reflexo verdadeiro da recepção da obra? O crítico não é, na maioria das vezes, senão o eco dos sentimentos dos assinantes do seu jornal ou da sua revista, ou seja, o porta-voz de uma burguesia poderosa que aceitaria mal o questionamento dos seus fundamentos morais ou estéticos, geralmente conservadores ou mesmo reaccionários. A crítica estabelecida, presa a uma doutrina ultrapassada, é, por essência, contra toda a forma de novidade.

Só o leitor anónimo, que assina um jornal pelo seu folhetim, ou que compra o livro numa livraria ou numa editora, decide do destino do livro.

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Como se lê a literatura de aventuras?
Relações Humanas
Situações de leitura
Atirar o livro pela janela
Réception du roman d'aventure
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O fosso entre os leitores profissionais e os leitores ocasionais alarga-se ainda mais quando se trata de literatura popular, pois tudo o que é popular é necessariamente suspeito aos olhos dos leitores delicados que os críticos pretendem ser: os many happy que se precipitam sobre certas formas de romance, como os romances de aventuras, estão seguramente errados, visto que são desprovidos de gosto, consideram eles.

Assim, para estudar a recepção das obras, é uma sorte ter um diário como o de Eugène Delacroix, onde ele exprime os seus sentimentos íntimos, os seus estados de espírito no decorrer das suas leituras, sem se preocupar com uma eventual publicidade. Se é um facto que seria descabido considerar Eugène Delacroix um paradigma do leitor médio, não deixa de ser verdade que a sua leitura se aproxima, pelo seu carácter gratuito e pela procura de prazer, da leitura comum.

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