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200 ANOS DO ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL Mosqueteiros - Desenho de Ana Maria  
A Exposição ROMANCE DE AVENTURAS ALEXANDRE DUMAS OUTROS AUTORES ESTRANGEIROS ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL
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DEFOE VERNE TWAIN STEVENSON HAGGARD SALGARI REVERTE
Retrato de MARK TWAIN

MARK TWAIN  1835-1910 - (...) conheceu entre nós verdadeiro culto entre as décadas de 40 e 70 do século XX pela conjugação simultânea do triunfo da cultura de massas norte-americana e colapso da ideia do herói tradicional (europeu) criado pelo romantismo, que se americaniza, democratiza e simplifica. Ou não somos todos nós, homens comuns, aspirantes a heróis?(...)

Aprendiz de tipógrafo, piloto no Mississípi, garimpeiro na corrida ao ouro, jornalista globe-trotter e depois escritor a tempo inteiro, Mark Twain, pseudónimo de Samuel Langhorne Clemens, representa uma certa América feita de excentricidades regionais que o processo de nacionalização cultural – e uniformização económica e política decorrente da Guerra da Secessão – condenaria ao desaparecimento. O seu quadro de tipos e situações, entre o anedótico e o épico, se bem que fortemente marcados por uma atitude rebelde, inconformista e crítica, depressa passaram a constituir um dos muitos alicerces da mitologia americana. Se Tom Sawyer e Huckleberry Finn resistiram à morte do Sul rural, aristocrático e provinciano, transformando-se em ícones da cultura popular moderna, o mesmo não aconteceu com a numerosa produção contista de Twain, aquela que, no seu tempo, maior popularidade trouxe ao escritor.

Há muito conhecido do público português – os primeiros contos apareceram, sob a forma de folhetins, em finais da década de 1880, traduzidos por Fernandes Costa – o autor de o Príncipe e o Pobre conheceu entre nós verdadeiro culto entre as décadas de 40 e 70 do século XX pela conjugação simultânea do triunfo da cultura de massas norte-americana e colapso da ideia do herói tradicional (europeu) criado pelo romantismo, que se americaniza, democratiza e simplifica. Ou não somos todos nós, homens comuns, aspirantes a heróis?

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