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200 ANOS DO ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL Mosqueteiros - Desenho de Ana Maria  
A Exposição ROMANCE DE AVENTURAS ALEXANDRE DUMAS OUTROS AUTORES ESTRANGEIROS ROMANCE DE AVENTURAS EM PORTUGAL
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DEFOE VERNE TWAIN STEVENSON HAGGARD SALGARI REVERTE
Retrato de ARTURO PEREZ-REVERTE

ARTURO PÉREZ-REVERTE, 1951 -  -- «escrevo para viver mais vidas, para fazer coisas que nunca fiz, para matar gente que nunca matei, para amar quem nunca pude amar. Escrever permite-me multiplicar a minha vida por muitas outras vidas.»

Considerado o herdeiro de Dumas, Arturo Pérez-Reverte, nascido em Cartagena (Espanha) em 1951, faz da literatura um lugar de aventuras e de mistérios. Entre 1973 e 1994 foi repórter, tendo coberto numerosos conflitos internacionais. Da sua experiência da guerra da Jugoslávia nasceu Território comanche, saído em 1994. A partir desta data dedica-se exclusivamente à literatura: «escrevo para viver mais vidas, para fazer coisas que nunca fiz, para matar gente que nunca matei, para amar quem nunca pude amar. Escrever permite-me multiplicar a minha vida por muitas outras vidas.» (Diário de Notícias, Lisboa, 30 Out. 2002, p. 38). É o autor espanhol mais vendido no seu país e em todo o mundo. Quando Vítor Quelhas lhe perguntou qual a chave do seu êxito, respondeu: «Penso que reside no facto de eu contar histórias como sempre se contaram, num estilo que remonta a Homero, Virgílio e Xenofonte, ou, mais recentemente, a Cervantes, Dumas, Stevenson e Melville, mas num registo narrativo adequado aos leitores dos nossos dias. Utilizo, sem qualquer tipo de complexos, os estilos narrativos do cinema, da televisão, do policial e do mistério. Proponho uma combinação de géneros, narrados de uma forma clássica, mas segundo técnicas literárias modernas.» (Expresso, Lisboa, 9 Nov. 2002).

Pérez-Reverte considera que «Agatha Christie ou Conan Doyle são tão importantes quanto Dostoievsky ou Proust». Vê uma biblioteca como o conjunto de muitos géneros: «o que é interessante é combinar tudo, como muito bem explicou Borges. A cada momento sua leitura. Tão inquietante é, para um miúdo, ler Os três mosqueteiros como, para um rapaz de 18 anos, ler A montanha mágica, ou, para um homem de 50, ler À procura do tempo perdido.» (Visão, Lisboa, 31 Out. 2002, p. 162).

É autor, entre outros livros, de El húsar (1986), O mestre de esgrima, A tábua de Flandres, O Clube Dumas (Edição Circulo de Leitores), Cachito (1995), A pele do tambor e Patente de corso (1998), Las aventuras del capitán Alatriste (1996), Cemitério dos barcos sem nome, (2000).

Em Junho de 2003 entrou na Real Academia Espanhola, para a qual foi eleito em Janeiro passado. Gregorio Salvador, que fez o discurso de boas vindas a Arturo Pérez-Reverte, afirmou que a Academia não podia cometer o mesmo erro que a sua congénere francesa que nunca abriu as portas a Alexandre Dumas.

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