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Amadis de Gaula

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AMADIS DE GAULA Amadis de Gaula. Los quatro libros de Amadis de gaula nueuamente impressos & hystoriados en Seuilla. - En Seuilla : por Iacobo Cromberger Alleman & Iuan cromberger, 1526. - CCC f. : il. ; 4º (27 cm)
Griffin Crombergers 260, BN-Tip. Esp. XVI 72
BN RES. 454 V.

O autor e a sua obra

É considerada a obra-prima dos romances de Cavalaria e teve grande difusão em toda a Europa servindo como modelo de bravura cavalheiresca.

Marcada pelo maravilhoso, assentava no relato de aventuras de heróis e vilões e construía uma história irreal com heróis, modelos de força, coragem e honra que se envolviam em aventuras fantásticas.

Das origens de Amadis, nada se sabe ao certo, pois falta-nos o texto original, apesar de se acreditar na hipótese de uma raiz Ibérica para a obra de autor desconhecido, escrita em castelhano provavelmente no século XIII.

Apesar das referências existentes em Gomes Eanes de Zurara, na Crónica de D. Pedro de Meneses (Livro I, Cap. LXIII) que apontam o português Vasco de Lobeira como seu autor, tudo indica que a edição mais antiga conhecida seja a de Saragoça, 1508, Los cuatro libros del virtuoso caballero Amadis de Gaula que resultou da correcção de três livros "corruptos y mal compuestos en antiguo estilo", por Garci Ordoñez de Montalvo, regedor de Medina del Campo que lhes teria acrescentado um quarto.

Inspirando-se nas novelas do ciclo Bretão, Montalvo apresentou-a como uma obra capaz de ensinar e agradar, descrevendo as incríveis aventuras de um valente cavaleiro Amadis, filho natural de Elisena e do rei Perion de Gaula, lançado ao mar numa arca, salvo por um cavaleiro escocês que o criou na companhia de seu filho Gandalim e que levado para a Corte do rei Lisuarte da Grã-Bretanha se apaixona por Oriana, sua filha, da qual veio a ter um filho de nome Esplandian.

Uma vez armado cavaleiro parte em busca de terríveis batalhas e aventuras, protector dos fracos, oprimidos e donzelas, ansioso de perfeição para merecer Oriana.

Amadis foi modelo para os livros de cavalaria que floresceram na Europa, ao longo dos séculos XVI e XVII suscitando numerosas traduções e novas obras entre as quais a mais relevante foi o célebre D. Quixote, de Miguel de Cervantes, o último dos cavaleiros andantes. Menéndez y Pelayo chama-a "obra capital en los anales de la ficción humana y una de las que por más tiempo y más hondamente imprimieron su sello, no sólo en el dominio de la fantasia, sino en el de los habitos sociales".

Os impressores

Impressores de origem alemã vieram instalar-se em Sevilha, cidade bem situada e importante centro comercial, onde existia um potencial mercado livreiro, e aí deram origem a uma dinastia de impressores famosos durante mais de meio século.

Cerca de 1502 surge pela primeira vez o nome de Jacobo Cromberger, que imprime até 1525, data em que aparece associado a Juan Cromberger, seu filho.

Isabel Osório da Costa - Área de Impressos

 

BIBLIOGRAFIA

BRAGA, Teófilo - Historia das novellas portuguezas de cavalleria Amadis de Gaula. Porto : Imprensa Portugueza, 1873.

COELHO, Jacinto do Prado - DICIONÁRIO DE LITERATURA. - Porto : Figueirinhas, 1573. - Vol. II

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa ; Rio de Janeiro : Editorial Enciclopédia. Vol. II

GRIFFIN, Clive - The Crombergers of Seville : The History of a Printing and Merchant Dinasty. Oxford : Clarendon Press, 1988. ISBN 0-19-815831-9.

LANCIANI,Giulia ; TAVANI, Giuseppe - Dicionário da Literatura Medieval Galega e Portuguesa Giuseppe. Lisboa : Editorial Caminho, 1993. ISBN 972-21-08719.

MOISÉS, Massaud - Pequeno Dicionário de Literatura Portuguesa. São Paulo : Editora Cultrix, 1981.

SARAIVA, António José ; LOPES, Óscar - História da Literatura Portuguesa. Porto : Porto Editora, Lda., [1973?].

 

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