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Um matemático de grande nível

O aparecimento de Pedro Nunes na cena internacional deu-se na década de quarenta do século XVI. Embora os tratados de náutica incluídos no Tratado da Sphera (1537) tivessem tido alguma difusão fora de Portugal, seria sobretudo com a publicação do De Crepusculis (1542), seguida da publicação do De erratis Orontii Finaei (1546) que o seu nome se afirmaria como uma das autoridades da matemática europeia de quinhentos. Em finais da década de quarenta, Pedro Nunes estava já consagrado na cena internacional como um matemático de grande nível, uma posição que seria confirmada com o posterior aparecimento das suas edições latinas de 1566 e 1573.

A complexidade em avaliar a difusão da obra noniana tem que ver com a vastidão do trabalho que é necessário realizar e com a exigência de caracterizar com alguma precisão as diferentes referências que são feitas à obra e à personalidade do matemático português, pelos seus contemporâneos e pelos pensadores das gerações seguintes. O tipo de menções a Pedro Nunes e os modos de utilização da sua obra são variadíssimos. Para além de muitas indicações que atestam o enorme interesse em conhecer o seu trabalho - cópias manuscritas dos seus livros, inclusão das suas obras em programas de estudo, em bibliotecas públicas e privadas, menções ao seu trabalho na correspondência de alguns dos grandes cientistas de época, etc. - o mais significativo é o facto de as ideias de Pedro Nunes terem suscitado importantes trabalhos pelos homens que o sucederam. O caso bem conhecido do nónio é, neste sentido, emblemático. Para além de muitos, em Portugal e fora do nosso país, terem dado notícia desta inovação de Pedro Nunes, outros, como Tycho Brahe, Cristóvão Clavius, Jakob Kurtz ou Pierre Vernier deram um passo em frente e, tomando a ideia original do português, adaptaram-na e melhoraram-na. De modo semelhante, as ideias originais de Pedro Nunes acerca da navegação loxodrómica iniciaram uma fértil linha de investigações. Neste caso, a importância dos seus trabalhos é ainda mais significativa, pois a sua abordagem ao problema constituiu uma verdadeira fundação de uma nova disciplina científica, a navegação teórica, pela qual os problemas de navegação marítima passaram a ser tratados como problemas matemáticos. Foi esta nova disciplina científica que, depois, veio a ser tratada por uma plêiade de distintos homens de ciência onde se encontram os nomes de Robert Hues, Edward Wright, Simon Stevin, Willebrord Snell, Andrés García de Cespedes, e muitos outros.

Talvez nenhuma instituição tenha sido tão importante na difusão dos trabalhos de Pedro Nunes como a Companhia de Jesus. No dizer de um especialista, "Tra i matematici del medio Cinquecento Pedro Nuñez fu uno dei più influente sulla scuola di Clavio". A origem desta influência profunda pode localizar-se no facto de o chefe-de-fila dos matemáticos jesuítas, Cristóvão Clavius, ter estudado em Coimbra entre 1555 e 1560. Clavius não foi discípulo de Nunes, mas certamente ouviu falar dele e é possível que o tenha conhecido. A admiração de Clavius por Pedro Nunes significou que os trabalhos do matemático português foram assim introduzidos na vastíssima rede de ensino jesuíta, particularmente nos melhores centros de ensino científico da Companhia, em Itália, em França e na Alemanha. A influência de Nunes entre os jesuítas mereceria só por si um estudo separado. Como exemplos desta difusão apresentam-se, para além das obras de Clávio, o Aristotelis loca mathematica, de Giuseppe Biancani; o Cursus seu Mundus Mathematicus, de Claude de Chales; o Almagestum novum, de Riccioli. Qualquer uma destas obras teve uma enorme divulgação e em todas elas é visível a importância das ideias nonianas. Mas a influência de Nunes entre os jesuítas poder-se-ia atestar com muitos mais autores, e de outras formas, um facto que teve especial relevância no nosso país. Vale a pena notar, por exemplo, como a memória de Nunes não parece ter sido muito lembrada na Universidade onde leccionou - não conheço nenhuma referência a ele nas obras, impressas e manuscritas, de André de Avelar, seu sucessor na cátedra de matemática - sendo, pelo contrário, relativamente frequentes as menções ao seu trabalho em manuscritos da Aula da Esfera do colégio de Santo Antão, em Lisboa.

A análise da difusão das descobertas e ideias de Pedro Nunes exigiria uma inspecção dos trabalhos de muitas outras personalidades e muitos outros âmbitos científicos, passando por construtores de instrumentos, cartógrafos, astrónomos teóricos, geómetras, etc. Para mais, essa difusão foi um processo complexo, uma vez que se encontram frequentemente autores que não dão o devido crédito ao matemático português. Evidentemente, um catálogo bibliográfico não é local para pretender fazer esse estudo. O que aqui se apresenta tem apenas o objectivo de ser uma mostra seleccionada de vários autores e vários contextos em que a obra de Nunes foi usada. De acordo com os propósitos definidos acima, excluíram-se todas as menções a Nunes por homens que não tivessem treino científico. De qualquer maneira, procurou-se com esta exposição adicionar alguns elementos novos e nunca antes referidos na historiografia noniana.

. com marcas de posse e/ou anotações manuscritas

"Álgebra portuguesa" (cópia manuscrita)

67

Tratado da sphera com a teorica do sol e da lua (cópia manuscrita)

68

Traité que le docteur Pierre Nunes fit sur certaines douttes de la navigation (cópia manuscrita)

69

De erratis Orentii Finaei (cópia manuscrita)

70
O único manuscrito atribuido a Pedro Nunes está actualmente à guarda da Biblioteca Central de Florença.
Obras impressas no séc. XVI de autoria deste matemático português de excepcional valor e criatividade, algumas delas com ampla divulgação na Europa
     
 
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