Maria Keil Ilustradora - NA BIBLIOTECA NACIONAL
MARIA KEIL OBRA AMIGOS DE MARIA SOBRE A EXPOSIÇÃO
Fotografia de António Pedro Ferreira
Azulejos de Maria KEIL na Estação do Metropolitano de Lisboa
Maria Keil

Tanto a sua obra é pura, força de uma natureza de todas as estações, seus traços, suas cores levitam aéreos – mas reais e presentes.

Lembro a sua casa na Travessa do Abarracamento de Peniche, o seu quartinho por detrás das descarnadas traves pombalinas.
E da varanda alta e florida de verdes, os longes do céu, dos telhados de Lisboa, do rio – longes que trazem o sagrado do silêncio. E a Maria olha. O seu olhar de menina sábia. Suas mãos de leveza alada. Maria na varanda.

Ave de espanto e de espantos. Encantamento que ri, que recusa chorar.

E Maria tanto sente no silêncio do seu amar.

(..) Maria, que suas mãos continuem, por muito tempo, a voar. Menina sábia em sua varanda.

Matilde Rosa Araújo
Azulejos de Maria KEIL na Estação do Metropolitano de Lisboa
 
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