BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
* O diálogo falhado
*
* Kangxi, o Grande
* China amada, China Desprezada
* O Início das agressões europeias
* Narcotização da China pelos Britânicos
* A Mais suja das Guerras
* Semi-descolonização europeia
* A tragédia dos Culis
* O fracasso das reformas
* A China Moribunda
*
O último imperador
*  Os senhores da Guerra
*  A Guerra com o Japão
* A nova China
*  Biografias e Bibliografia

Na Cidade Proibida residia o imperador Kangxi, erudito dado às excelências da caligrafia, chefe militar e estadista de génio perante o qual Luís XIV de França, Guilherme III de Inglaterra, Carlos XII da Suécia, Pedro o Grande da Rússia e D. João V de Portugal bem fraca figura fariam. Decretara, anos antes, o Édito da Tolerância (1692), em demonstração de abertura e benevolência, mas o espectáculo das lutas intestinas entre ordens predicadoras da mesma confissão depressa ditaram o endurecimento da dinastia Qing face a perturbadores que ofendiam dois dos mais veneráveis preceitos chineses: o culto dos antepassados e a veneração a Confúcio.

Neste lamentável incidente, Portugal foi lesado pela política “francesa” do papado e diminuído nas prerrogativas do Padroado Português na China em favor da Congregação da Propaganda (Propaganda Fide). O binómio comercial e religioso em que assentara a presença portuguesa na China era posto em causa pela impugnação do sino-cristianismo e pelo fim do monopólio que detivera, e que agora era preterido em face da concorrência inglesa, holandesa e francesa.

 
 
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