BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
* O diálogo falhado
*
* Kangxi, o Grande
* China amada, China Desprezada
* O Início das agressões europeias
* Narcotização da China pelos Britânicos
* A Mais suja das Guerras
* Semi-descolonização europeia
* A tragédia dos Culis
* O fracasso das reformas
* A China Moribunda
*
O último imperador
*  Os senhores da Guerra
*  A Guerra com o Japão
* A nova China
*  Biografias e Bibliografia

Narcotização da China pelos britânicos

A toxicodependência minou a sociedade chinesa, levando o país à bancarrota e ao caos.

A dinastia Manchú viveria as últimas décadas de paz sob Jianqing (r. 1796-1820). Depois de esmagadas as rebeliões das seitas do Lótus Branco (1796) e dos Oito Trigramas (1813) – sociedades milenaristas que conclamavam à destruição dos Manchú – o imenso império descobria, subitamente, um novo inimigo interno. Uma surda como insidiosa praga ia minando e corroendo a prosperidade e autoridade do Estado: o ópio. Cultivado na Índia e Birmânia por companhias britânicas, única mercadoria ocidental capaz de merecer a atenção chinesa, entrava em quantidades crescentes por Macau/Cantão, mas igualmente, por tráfico ilegal, por toda a costa do Mar da China. Os éditos proibicionistas falhavam perante a venalidade dos mandarins. O vício ia desconjuntando a administração e o exército, drenando a prata acumulada ao longo de séculos pelo comércio desigual com o Ocidente. É nas décadas de 1820 e 1830 que se lavra um dos últimos relatos favoráveis da China, da autoria do português José Inácio de Andrade. Impregnado de admiração pela sobriedade, dedicação ao trabalho e lealdade chinesas, Andrade entrevia já o perigo que pairava sobre o império, identificando-o nos britânicos, que flagelava de impropérios pela avidez e imoralidade das práticas que observara na Índia.

 
 
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