BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
* O diálogo falhado
*
* Kangxi, o Grande
* China amada, China Desprezada
* O Início das agressões europeias
* Narcotização da China pelos Britânicos
* A Mais suja das Guerras
* Semi-descolonização europeia
* A tragédia dos Culis
* O fracasso das reformas
* A China Moribunda
*
O último imperador
*  Os senhores da Guerra
*  A Guerra com o Japão
* A nova China
*  Biografias e Bibliografia

A mais suja das guerras

O ataque aos portos chineses pelos Ocidentais revolveu profundamente o equilibrio económico do Império

Alarmadas com a extensão do fenómeno da toxicodependência, as autoridades chinesas enviaram em 1839 um alto comissário à província de Guangdung com o encargo de erradicar o comércio do ópio. O comissário Li Zexu mandou apreender os lotes da venenosa dormideira armazenados nas feitorias de Cantão. Num gesto dramático, ofereceu-os ao pasto das chamas.

O lóbi do narcotráfico britânico, bem relacionado na Câmara dos Comuns e na City, moveu influências e, meses depois, aparelhava-se um corpo expedicionário e uma forte armada destinados a castigar o atrevimento chinês. A guerra foi rápida e marcou o destino da China nos umbrais da contemporaneidade, deixando feridas profundas de desconfiança e ressentimento que ainda hoje persistem. Como escreveu Monsenhor Jacques Leclercq, esta [guerra do ópio] é “sem dúvida o episódio mais vergonhoso da história moderna. Pelo menos, nunca encontrei nada de mais sórdido. Podemos calcular, depois disto, o que deviam pensar os chineses quando os europeus pretendiam levar-lhes a civilização”.

 
 
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