BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
* O diálogo falhado
*
* Kangxi, o Grande
* China amada, China Desprezada
* O Início das agressões europeias
* Narcotização da China pelos Britânicos
* A Mais suja das Guerras
* Semi-descolonização europeia
* A tragédia dos Culis
* O fracasso das reformas
* A China Moribunda
*
O último imperador
*  Os senhores da Guerra
*  A Guerra com o Japão
* A nova China
*  Biografias e Bibliografia

A China moribunda

Criminalidade, guerras e fome, uma das marcas da entrada da China no Século XX.

País invertebrado e mutilado, a China que muitos nossos compatriotas visitaram em finais do século XIX era objecto da mais profunda aversão e desprezo. O chinês, que a sinofilia do Iluminismo vira com grande respeito e elevara a exemplo pela desafectação que mostrava pelo irracional, pela moderação e sabedoria com que convivia com os factos mais comezinhos da existência, passou a ser encarado como uma soma de vícios de carácter. A imagem do chinês mesquinho, mentiroso, avaro, cruel e destituído de escrúpulos foi ganhando forma. Até se lhe recusava já a posse de uma civilização genuína. Por esta altura, Gobinneau procurou estabelecer a genealogia da civilização chinesa numa remota importação/cópia das civilizações egípcia e babilónica. O mito do “perigo amarelo” surgiu contraditoriamente neste quadro histórico, quando o Ocidente se lançava ao assalto e rapina da China e os náufragos do Império Celeste se espalhavam pelos azimutes do mundo em busca de uma taça de arroz. Era o tempo em que na Califórnia os trabalhadores chineses eram alvo das maiores perseguições, linchamentos e intolerância.

 
 
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