BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
 
* Abertura e Isolacionismo
* O trauma da Missionação católica
* A sociedade Tokugawa
* Restauração Meiji
* A Via do Ocidente
* Japão Imperialista
* Militarismo e Expansionismo
* A Segunda Guerra Mundial
* Biografias e bibliografia

Abertura e isolacionismo

 Uma década após o Império Celeste haver sido constrangido pelas armas a negociar com a Grã-Bretanha a abertura dos portos, no desfecho da primeira Guerra do Ópio (1842), o arquipélago nipónico mantinha uma provocante atitude de desobediência aos ventos do livre comércio e da economia mundial em rápida mudança desde o advento da máquina a vapor e do aço.

Nação insular, conhecera no século XVI, durante a governação de Hideyoshi, um momentâneo surto expansionista na Coreia. As temíveis silhuetas dos piratas japoneses (koizoku) infestavam então os mares do extremo-Oriente e sudeste-asiático, atacando incessantemente as frotas comerciais, do Mar Amarelo ao Mar das Filipinas, do Golfo do Sião ao estreito de Singapura, e chegando a internar-se pelos principais rios chineses para lançar raides contra importantes cidades comerciais. Os nossos navegantes não raro foram ameaçados por essa gente aguerrida, que nos mares fazia devastações e, em terra, se constituía em fraternidades guerreiras e comerciais que disputavam o domínio das rotas aos europeus, como acontecia em Ayuthia (Sião), mas também nas Filipinas. Esta abertura ao mundo sofreu, contudo, uma dramática inflexão no início de Seiscentos, com a ascensão ao poder do clã Tokugawa.

 
 
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