BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
 
* Abertura e Isolacionismo
* O trauma da Missionação católica
* A sociedade Tokugawa
* Restauração Meiji
* A Via do Ocidente
* Japão Imperialista
* Militarismo e Expansionismo
* A Segunda Guerra Mundial
* Biografias e bibliografia

A sociedade Tokugawa

Chineses, coreanos e holandeses continuaram, assim, a permitir ao país manter relações externas que não se limitavam a necessidades correntes de produtos inexistentes no arquipélago. Ao longo do século XVIII foi crescendo o interesse pelos livros científicos, chegando o bakufo Yoshimune a ordenar que japoneses aprendessem o neerlandês para que tratados europeus pudessem ser estudados nas academias. Se o país vivia em permanente sobressalto pela natureza de uma economia baseada no “padrão-arroz”, exposto a devastadoras fomes cíclicas, não deixa de também de ser verdade ter o Japão conseguido uma notável paz interna, prolongada e quase ininterrupta, propiciadora de um surto de criatividade bem patente na cultura citadina de Osaka e Edo, onde o teatro kabuki realizava, cem anos antes de Wagner, a arte total, juntando a música, a dança, as artes gráficas e a interpretação literária; mas também a pintura dos ukiyo-e, com Moronobu, Utamaro e Hokusai, esse mundo flutuante que tão profundamente impressionaria posteriormente Monet, Manet, Van Gogh e Klim e cujo sulco mudaria a arte europeia de finais de Oitocentos.

Essa explosão de cores e sensações encontra nas novelas eróticas de Saikaku o seu momento mais alto, demonstração que, até o isolado Japão do século XVII, universalizava D. Juan como figura universal!

 
 
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