BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
 
* Abertura e Isolacionismo
* O trauma da Missionação católica
* A sociedade Tokugawa
* Restauração Meiji
* A Via do Ocidente
* Japão Imperialista
* Militarismo e Expansionismo
* A Segunda Guerra Mundial
* Biografias e bibliografia

Restauração Meiji

MUTSUHITO OU MITSUHITO (睦仁) (1852-1912)

Quando os “barcos negros” (vapores) do comodoro Perry forçaram a abertura do comércio japonês ao mundo, a sociedade nipónica não entrou em colapso, tal como sucedera à ordem chinesa. Ao invés, sofreu uma revolução bem expressa na fórmula da “Escola de Aprendizagem Nacional”, que vinha pedindo desde o século XVIII o apuramento do auto-conhecimento e orgulho japoneses: “moral asiática e tecnologia ocidental” resumia a disposição em manter, e acentuar, essa singularidade.

O primeiro testemunho português do Japão abrindo-se ao mundo é-nos dado por Feliciano Marques Pereira, que em 1860 foi enviado a Edo no desempenho de uma missão diplomática destinada à obtenção de um acordo comercial entre a coroa portuguesa e o Império do Sol Nascente. Marques Pereira ainda conheceu o Japão Tokugawa, uma sociedade regida pelos preceitos do mais estrito confucionismo, importado da China. Dividida em castas e mantida em severo controlo pelos daimios e pelos quase dois milhões de samurais, esta sociedade de obrigações, obediência e cortante apego ao grupo, inspirou-lhe algum incómodo.

Em 1868, o micado saiu da reclusão em Kioto e fixou-se em Edo, agora denominada Capital do Leste (Tóquio). O shogunato foi abolido e o imperador Mitsuhito inaugurava a era Meiji, também chamada de restauração imperial.

 
 
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