BIBLIOTECA NACIONAL NATIONAL LIBRARY OF PORTUGAL
OS PORTUGUESES E O ORIENTE (1840-1940)
Thai
Sobre a exposição About the exhibition
Sião China Japão
 
* Abertura e Isolacionismo
* O trauma da Missionação católica
* A sociedade Tokugawa
* Restauração Meiji
* A Via do Ocidente
* Japão Imperialista
* Militarismo e Expansionismo
* A Segunda Guerra Mundial
* Biografias e bibliografia

Militarismo e expansionismo

Bandeira da Armada Imperial, presente em todos os teatros de operações no Pacífico

O Japão era agora a terceira potência marítima mundial e detinha meios suficientes para influir de forma determinante em toda a geopolítica do hemisfério oriental. Como previu Montalto de Jesus ainda antes da Grande Guerra, a Ásia parecia estar a assistir aos últimos anos da presença europeia. Se tais previsões surgiam aos olhos menos avisados como uma boutade à supremacia da raça branca, o curso imediato dos acontecimentos veio dar razão àqueles que, na Ásia, haviam compreendido que a manutenção do imperialismo europeu poderia ser irremediavelmente ferido de morte se, no centro do sistema – a Europa – se verificasse o que muitos previam: uma guerra generalizada entre as potências europeias. Em 1914, o Japão aliou-se à Grã-Bretanha e tomou de assalto as concessões alemãs do Xantung, bem como os estratégicos arquipélagos de Bismarck e Salomão.

Quando, no rescaldo do conflito, Spengler, Toynbee e Valéry começavam a procurar as palavras para um epitáfio da Europa, Upton Close alinhava certeiramente os elementos comprovativos do esgotamento do momento europeu na Ásia: o descrédito do sistema colonial e semi-colonial, o surgimento do nacionalismo, o fim do medo asiático pelo homem branco, a ascensão dos EUA. Na década de 1920, o velho mito do “perigo amarelo” passou a ser associado aos japoneses, exacerbado pela revelação do memorando Tanaka, documento redigido pelo primeiro-ministro nipónico com o propósito de fixar os objectivos estratégicos do país na Manchúria e China. A conferência de Washington, de 1923, havia aparentemente resolvido a escalada naval no Pacífico, mas a partir da eclosão da Grande Depressão o Japão voltou as costas à Sociedade das Nações e lançou-se, por sua conta e risco, ao assalto de vastos mercados e fontes de matérias primas.

 
 
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