IBERCARTO - 2º ENCONTRO
Sobre o encontro -- Sobre el encuentro Sessões -- Programa Resumo das Comunicações -- Resumen de las Ponências Informações Úteis -- Información prática Inscreva-se -- Inscriptiónes Contactos -- Contactos
Pormenor do Atlas de fernão Vaz Dourado

Resumo das Comunicações
Dos Produtores aos Utilizadores: Perspectivas Actuais do Acesso à Informação Cartográfica
Lisboa, 23 e 24 de Novembro de 2006, Biblioteca Nacional de Portugal
Normalização da informação cartográfica: ponto da situação e perspectivas
Maria Joaquina Feijão e Sandra Boavida, Biblioteca Nacional de Portugal
Carmen Líter Mayayo, Biblioteca Nacional de España

A cartografia é, desde sempre, uma tipologia de documentação que se pode encontrar nos mais variados tipos de instituições, com tradições, preocupações e práticas muito diferentes. Por esta razão, o suporte normativo às actividades de gestão e disponibilização de colecções cartográficas não é uma realidade comum e transversal aos diversos tipos de profissionais que delas se ocupam. É apresentada uma síntese da evolução das normas de descrição desenvolvidas no âmbito das bibliotecas, até hoje o âmbito onde melhor se consolidaram e em que, nos últimos anos, se observa um processo de actualização face a novos paradigmas tanto dos modelos de acesso como da evolução tecnológica da própria produção cartográfica. Sublinham-se as vantagens da utilização de normas já existentes, capazes de viabilizar a existência de conceitos e vocabulários comuns pelos diferentes tipos de profissionais, ao mesmo tempo que proporcionam formas práticas de partilha e reutilização de informação que, no sector das bibliotecas, já têm uma longa história de sucesso. Justifica-se a pertinência desta causa no panorama português, face ao que tem sido a prática de produção de instrumentos de difusão e acesso à cartografia. Em contraponto, é apresentada a realidade espanhola, com destaque para os instrumentos disponíveis, práticas de formação e treino e formas de colaboração existentes.


Relaciones entre un centro productor de cartografía y las cartotecas de su entorno: el caso de Cataluña
Carme Montaner, Institut Cartogràfic de Catalunya

En 1982, se creó el Institut Cartogràfic de Catalunya (ICC) como centro oficial productor de cartografía en el ámbito de la Comunidad Autónoma. Uno de los objetivos desde su creación, ha sido facilitar su producción a las cartotecas catalanas- especialmente a las universitarias- al margen de las copias que se entregan por Depósito Legal. Para ello en 1986 se firmó un primer convenio con el Departamento de Geografía de la Universidad Autónoma de Barcelona al que siguieron otros convenios con las demás universidades catalanas así como otros centros con intereses cartográficos. En esta comunicación hablaremos de cómo las Cartotecas de los Departamentos de Geografía pasaron más tarde a formar parte de las bibliotecas generales de la universidades y de la importancia de que todos los centros compartimos catálogo único –CCUC- en el cual la Cartoteca de Catalunya se encarga de catalogar su propia producción así como de coordinar a todas las cartotecas. Finalmente se abordará el punto clave de inflexión de este proceso con la substitución de la producción de suporte papel a soporte digital y su posterior descarga en Internet.


O Instituto Geográfico Português e a promoção da informação geográfica: experiências e perspectivas
Paula Cristina Camacho e Maria da Piedade Dias, Instituto Geográfico Português

O Instituto Geográfico Português (IGP) é a autoridade nacional de geodesia, cartografia e cadastro, que tem como missão assegurar a execução da política nacional de informação geográfica de base, competindo-lhe a regulação daquelas actividades, a homologação de produtos, a coordenação e o desenvolvimento do Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG) e a promoção de investigação no âmbito das ciências e tecnologias de informação geográfica. Da estrutura orgânica do IGP faz parte a Cartoteca, cujo acervo integra uma vasta e importantíssima colecção de cartas antigas (desde o século XVII até aos nossos dias), constituindo um importante património histórico e científico de que o Instituto é herdeiro e fiel depositário. A comunicação a apresentar foca as actividades desenvolvidas de modo a promover e facilitar o acesso dos cidadãos à informação geográfica produzida e disponibilizada no IGP, realçando a utilização das novas tecnologias na divulgação dos vários recursos documentais que integram o espólio da Cartoteca, em especial a digitalização dos documentos cartográficos, enquanto processo de reprodução e manutenção dos espécimes originais. O acesso público aos documentos cartográficos consolida uma estratégia de abertura ao exterior, de promoção e difusão dos recursos informativos do IGP, numa perspectiva de cidadania.


O Instituto Geográfico do Exército e a produção de informação geográfica
Francisco Palma Gomes, Instituto Geográfico do Exército

O Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), tem como missão prover com informação geográfica o Exército e os outros ramos das Forças Armadas, assegurando, para tanto, a execução de actividades relacionadas com a ciência geográfica e a técnica cartográfica, bem como promover e desenvolver acções de investigação científica e tecnológica. No âmbito das suas actividades específicas, e decorrentes dos acordos e protocolos celebrados, tem vindo a colaborar de forma activa e intensa com outras instituições, organismos e serviços, nacionais e estrangeiros. Para além da colaboração e apoio prestado à comunidade civil no âmbito da investigação, o IGeoE dispõe de uma Cartoteca com um espólio cartográfico de inegável interesse histórico e científico, resultado de décadas de actividade. Actualmente, tem vindo a desenvolver um esforço significativo na preservação e manutenção do espólio cartográfico recorrendo às novas tecnologias com o objectivo de o tornar mais próximo da comunidade científica e dos utilizadores em geral. O Instituto Geográfico do Exército assume-se hoje como um produtor de informação geográfica onde a qualidade e o rigor dos dados constitui uma preocupação constante e permanente em todas as fases do processo produtivo, englobando a concepção o desenvolvimento e a produção de informação geográfica, dando também particular atenção à sua história e ao espólio de que é detentor.


Prácticas y experiencias en archivos españoles
Maria del Mar Garcia Miraz , Archivo del Reino de Galicia
Jaime Sáinz Guerra , Archivo General de Simancas
Maria José Arranz Recio , Archivo Histórico Nacional

Se expondrá cual es el panorama en España actualmente en lo que se refiere al tratamiento que se da al material cartográfico en archivos históricos, militares y de la Administración central, tomando como ejemplo los archivos de Simancas, de Indias, del Reino de Galicia, Histórico Nacional, Archivo General Militar y Archivo General de la Administración. Se pretende dar a conocer qué fondos cartográficos se conservan en cada uno de ellos, cómo aparecen, en qué cantidad y cual es su estado de conservación, de reproducción y de descripción, así como los sistemas empleados en cada una de estas tareas, centrando la atención en la digitalización y en las nuevas normas de descripción archivística, orientadas fundamentalmente a la normalización en la recogida y presentación de datos.


Acesso à informação cartográfica: práticas e experiências em arquivos portugueses
Ana Cannas, Arquivo Histórico Ultramarino
Ana Lopes, Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo

Cartografia e contexto, ao nível do sistema arquivístico e da descrição – ISAD(G) e história custodial e arquivística – e em termos sociais de produção e uso. Conservação, restauro e acesso. Documentos cartográficos provenientes de arquivos e colecções: os casos da Torre do Tombo e do Arquivos Histórico Ultramarino. Uma parte da documentação cartográfica da Torre do Tombo liga-se à Expansão dos séculos XV-XVII, na forma de cartas e planisférios que apoiaram a exploração marítima e a ocupação pela Coroa Portuguesa de vastos espaços em quatro continentes. Outra parte foi produzida por necessidades administrativas, dando origem a documentos cartográficos de grande pormenor, como veículos de políticas económicas e de defesa do território. Verifica-se ainda a existência de documentos cartográficos anexos a tratados que definiram fronteiras. A documentação cartográfica do AHU resulta sobretudo das missões técnicas e científicas coloniais portuguesas, de cariz económico e de finalidade político-diplomática, entre meados do século XVII até ca. de 1974-1975. Articula-se mais imediatamente com documentação dispersa pelo Instituto de Investigação Científica Tropical, cujo organismo fundador foi a Comissão de Cartografia (1883-1936). O valor desta documentação na reconstituição de memórias nacionais, partilhadas e conflituais. Percursos para promoção do acesso: equipas interdisciplinares, colaboração interinstitucional e financiamento. A pressão salutar da Internet, direitos e preços de reprodução e uso de imagens dos documentos.


Las Cartotecas Universitarias españolas: situación actual y perspectivas de futuro
Ángela Blanco, Cartoteca “Rafael Mas”, Universidad Autónoma de Madrid

En esta ponencia se expone la situación actual de las cartotecas universitarias en España en el contexto de las universidades españolas y su sistema bibliotecario. Se reflexiona acerca de los problemas principales que se plantean en su funcionamiento. En un primer bloque, se abordan los problemas organizativos, tanto desde el punto de vista del lugar que ocupan las cartotecas dentro de las bibliotecas universitarias como de la organización del propio servicio; en segundo lugar, se trata de los problemas referentes al proceso técnico y al servicio a los usuarios. Finalmente, se propone la cooperación como la mejor forma de responder a los retos que plantea la situación actual. Estos retos derivan, por un lado, del crecimiento del material cartográfico y de su complejidad (la cartografía analógica coexiste con la digital); por otro, de la implantación del Espacio Europeo de Enseñanza Superior (EEES) y la modificación que provoca en los planes de estudio y en la metodología docente. Esta ponencia hace más hincapié en el planteamiento de problemas y en la reflexión acerca de sus posibles soluciones que en la teoría cartotecaria o en la descripción exhaustiva y se utiliza como referencia, principalmente, la Cartoteca Rafael Mas de la UAM.


Práticas e experiências em ‘Cartotecas’ Universitárias Portuguesas: o caso da Mapoteca do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
Maria Helena Dias e Sandra Fernandes , Mapoteca do CEG

O Centro de Estudos Geográficos (CEG), criado em 1943 e transferido nos finais da década de 50 para o edifício recém-construído da Faculdade de Letras de Lisboa, organizou-se em várias secções de apoio à investigação científica, entre as quais a Mapoteca. Esta Mapoteca reúne hoje um valioso espólio documental, sobretudo dos séculos XIX e XX, único no contexto da Universidade de Lisboa. Tem por missão fundamental o apoio aos investigadores do CEG e aos alunos do Departamento de Geografia desta Universidade, embora esteja aberta a muitos outros utilizadores, nacionais ou estrangeiros. A informatização, iniciada recentemente, visa a integração do seu fundo no SIBUL (Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de Lisboa), permitindo o acesso alargado à documentação cartográfica que, sendo embora específica, é transversal a diversas áreas do conhecimento. Defendendo-se a necessidade de cooperação institucional – quer partilhando experiências, quer recursos –, têm sido coordenados diversos projectos com outros organismos, dos quais se destacam o Sistema de Informação para Documentação Cartográfica: o Espólio da Engenharia Militar Portuguesa, que terminou em finais de 2005, e a recente parceria com o Instituto Geográfico do Exército para tratamento e disponibilização on-line das séries topográficas portuguesas. Têm sido, também, promovidas várias exposições e outras iniciativas.


© 2006 Biblioteca Nacional de Portugal. Todos os direitos reservados.