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    Edição n.º 7
Apoio ao utilizador Apoio ao utilizador Janeiro / Março 2002

Catalogação de música impressa no PORBASE5 (I): algumas notas de utilização

A catalogação de música impressa apresenta particularidades, definidas pela ISBD(PM), que se reflectem no formato Unimarc e, consequentemente, nas aplicações de bases de dados bibliográficas como o PORBASE 5.
A ISBD(PM) – International Standard Bibliographic Description for Printed Music - é a norma internacional para a descrição bibliográfica de música impressa podendo (e devendo) adoptar-se também para a descrição de música manuscrita (salvaguardadas as necessárias adaptações).
Não é intenção aqui fazer uma exposição, nem mesmo resumida, das particularidades da descrição de música impressa. Contudo, porque o PORBASE 5 não contempla ainda a folha de recolha para música, nem há uma tradução portuguesa da ISBD(PM), chama-se aqui a atenção para alguns dos campos Unimarc mais importantes a incluir na descrição e os critérios para a sua aplicação.
Neste número abordaremos apenas as entradas descritivas (1ª a 7ª zonas das ISBD) que correspondem aos blocos 2xx e 3xx do Unimarc.
No campo 200 (zona do título e menção de responsabilidade) é importante incluir no sub-campo ^b (indicação geral da natureza do documento) Música impressa. Este elemento, apesar de facultativo na ISBD(PM), facilita bastante o trabalho de pesquisa.
Ex:
2001ø^aCaleidoscópio^bMúsica impressa
No campo 208 (zona da apresentação musical, na ISBD(PM)) figuram as menções que indicam a apresentação musical de uma obra por oposição a outras apresentações da mesma obra. Não confundir com a descrição física, que corresponde à zona da colação (campo 215).
Transcreve-se a menção de apresentação musical nos termos em que ocorre na publicação.
Por ex:
208øø^aPartitura de orquestra
208øø^aPartitura de bolso
208øø^aPartitura e partes
Esta menção é apresentada entre parêntesis rectos quando não ocorre na fonte prescrita de informação (página de rosto, páginas preliminares, primeira página de música, capa e colofon).
No campo 215^a (zona da colação) deve mencionar-se o tipo específico de documento e o número de unidades materiais.
A indicação específica do tipo de documento identifica a categoria particular de documento e o número de páginas entre parêntesis curvos.
Por ex:
215øø^a1 partitura (329 p.)
215øø^a1 partitura em 2 vol. (329, 285 p.)
215øø^a4 partes (15 p. cada)


No campo 215^c (menção de ilustração) não se menciona a notação musical, a qual está implícita no tipo de documento.
Quando uma publicação é constituída pela partitura e pelas partes, fisicamente separadas, mencionam-se as partes no campo 215^e (material acompanhante).
Por ex:
215øø^a1 partitura (60 p.)^d30 cm^e4 partes
Pode-se ainda descrever partitura e partes a dois níveis, recorrendo, nesse caso, ao bloco 4xx.
Quando a partitura apresenta número de chapa (código numérico ou alfanumérico atribuído às chapas de impressão e que figura normalmente no pé-de-página da música impressa) este deve ser transcrito no campo 301.
Ex:
301øø^aMUS 015
Quando a publicação apresenta notação antiga ou não convencional (usada em alguma música contemporânea, por ex.) deve ser dada no campo 315 (informação específica sobre alguns tipos de materiais).
Ex:
315øø^aNotação aquitana
315øø^aNotação mensural
315øø^aNotação gráfica
315øø^aTablaturas
Em próximos números abordaremos os títulos uniformes, autoridades, descrição a dois níveis e particularidades da descrição de música manuscrita.

Maria Clara Assunção
BN, Centro de Estudos Musicológicos




Pesquisa e extracção de registos no PACWEB


O pacweb, além de uma ferramenta difusora da informação na web, permite aos profissionais da área biblioteconómica efectuar uma pesquisa e, de seguida, exportar todos os registos encontrados, ou seleccionar parte deles e efectuar uma exportação segundo a norma ISO 2709. Para exportar toda a pesquisa basta premir o botão exportar e atribuir um nome ao ficheiro (ex: pesquisa.iso). Por defeito, o programa atribui o nome PacWebClient e guarda-o no ambiente de trabalho do pc, caso não seja indicada outra localização. É necessário então acrescentar a extensão .iso ao nome do ficheiro para que seja depois importado correctamente para a base de dados. Também se podem seleccionar só parte dos registos pesquisados para posterior exportação. Nesse caso o procedimento passa pela selecção registo a registo, podendo ainda imediatamente antes verificar a selecção feita e só depois carregar no botão exportar seguindo-se os passos atrás descritos.
O formato ISO 2709 é o adequado para que os registos sejam de seguida importados para uma base de dados e aí sejam manipulados de acordo com as necessidades de cada biblioteca.

Manuela Silva
BN, Divisão de Informática

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