Catalogação
de música impressa no PORBASE5 (I): algumas notas
de utilização
A
catalogação de música impressa
apresenta particularidades, definidas pela ISBD(PM),
que se reflectem no formato Unimarc e, consequentemente,
nas aplicações de bases de dados bibliográficas
como o PORBASE 5.
A ISBD(PM) International Standard Bibliographic
Description for Printed Music - é a norma internacional
para a descrição bibliográfica
de música impressa podendo (e devendo) adoptar-se
também para a descrição de música
manuscrita (salvaguardadas as necessárias adaptações).
Não é intenção aqui fazer
uma exposição, nem mesmo resumida, das
particularidades da descrição de música
impressa. Contudo, porque o PORBASE 5 não contempla
ainda a folha de recolha para música, nem há
uma tradução portuguesa da ISBD(PM),
chama-se aqui a atenção para alguns
dos campos Unimarc mais importantes a incluir na descrição
e os critérios para a sua aplicação.
Neste número abordaremos apenas as entradas
descritivas (1ª a 7ª zonas das ISBD) que
correspondem aos blocos 2xx e 3xx do Unimarc.
No campo 200 (zona do título e menção
de responsabilidade) é importante incluir
no sub-campo ^b (indicação geral
da natureza do documento) Música impressa.
Este elemento, apesar de facultativo na ISBD(PM),
facilita bastante o trabalho de pesquisa.
Ex:
2001ø^aCaleidoscópio^bMúsica
impressa
No campo 208 (zona da apresentação
musical, na ISBD(PM)) figuram as menções
que indicam a apresentação musical de
uma obra por oposição a outras apresentações
da mesma obra. Não confundir com a descrição
física, que corresponde à zona da colação
(campo 215).
Transcreve-se a menção de apresentação
musical nos termos em que ocorre na publicação.
Por ex:
208øø^aPartitura de orquestra
208øø^aPartitura de bolso
208øø^aPartitura e partes
Esta menção é apresentada entre
parêntesis rectos quando não ocorre na
fonte prescrita de informação (página
de rosto, páginas preliminares, primeira página
de música, capa e colofon).
No campo 215^a (zona da colação)
deve mencionar-se o tipo específico de documento
e o número de unidades materiais.
A indicação específica do tipo
de documento identifica a categoria particular de
documento e o número de páginas entre
parêntesis curvos.
Por ex:
215øø^a1 partitura (329 p.)
215øø^a1 partitura em 2 vol. (329,
285 p.)
215øø^a4 partes (15 p. cada)
No
campo 215^c (menção de ilustração)
não se menciona a notação musical,
a qual está implícita no tipo de documento.
Quando uma publicação é constituída
pela partitura e pelas partes, fisicamente separadas,
mencionam-se as partes no campo 215^e (material acompanhante).
Por ex:
215øø^a1 partitura (60 p.)^d30 cm^e4
partes
Pode-se ainda descrever partitura e partes a dois
níveis, recorrendo, nesse caso, ao bloco
4xx.
Quando a partitura apresenta número de chapa
(código numérico ou alfanumérico
atribuído às chapas de impressão
e que figura normalmente no pé-de-página
da música impressa) este deve ser transcrito
no campo 301.
Ex:
301øø^aMUS 015
Quando a publicação apresenta notação
antiga ou não convencional (usada em alguma
música contemporânea, por ex.) deve ser
dada no campo 315 (informação específica
sobre alguns tipos de materiais).
Ex:
315øø^aNotação aquitana
315øø^aNotação mensural
315øø^aNotação gráfica
315øø^aTablaturas
Em próximos números abordaremos os títulos
uniformes, autoridades, descrição a dois
níveis e particularidades da descrição
de música manuscrita.
Maria Clara Assunção
BN, Centro de Estudos Musicológicos |

Pesquisa e extracção
de registos no PACWEB
O pacweb, além de uma ferramenta difusora da
informação na web, permite aos profissionais
da área biblioteconómica efectuar uma
pesquisa e, de seguida, exportar todos os registos encontrados,
ou seleccionar parte deles e efectuar uma exportação
segundo a norma ISO 2709. Para exportar toda a pesquisa
basta premir o botão exportar e atribuir um nome
ao ficheiro (ex: pesquisa.iso). Por defeito,
o programa atribui o nome PacWebClient e guarda-o
no ambiente de trabalho do pc, caso não seja
indicada outra localização. É necessário
então acrescentar a extensão .iso
ao nome do ficheiro para que seja depois importado correctamente
para a base de dados. Também se podem seleccionar
só parte dos registos pesquisados para posterior
exportação. Nesse caso o procedimento
passa pela selecção registo a registo,
podendo ainda imediatamente antes verificar a selecção
feita e só depois carregar no botão exportar
seguindo-se os passos atrás descritos.
O formato ISO 2709 é o adequado para que os registos
sejam de seguida importados para uma base de dados e
aí sejam manipulados de acordo com as necessidades
de cada biblioteca.
Manuela
Silva
BN, Divisão de Informática
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