Hans Christian Andersen: 1805-1875. EXPOSIÇÃO NA BN DE 3 DE MARÇO A 14 DE MAIO DE 2005
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Evocar Hans Christian Andersen pela palavra e pela imagem
Maria Isabel de Mendonça Soares, 3 de Abril 1985

Não creio que, à excepção do Natal de Jesus Cristo, haja um aniversário que mundialmente reuna tantas pessoas dispostas a comemorá-lo como o aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Salvaguardadas as proporções devidas, é também esta uma data que nós, os adultos, carinhosamente preparamos em função das crianças, talvez porque conservamos ainda, no fundo do coração, um pouco desse menino pobre de olhos tristes que tão rico de sonhos se revelou.

Traduzido em mais de oitenta línguas, titular de um prémio internacional que tem galardoado os melhores autores de literatura para a infância, dir-se-ia que Andersen atingiu o limite da celebridade, e que já nada de novo há a descobrir e a registar em louvor do seu nome.

Contudo, por vezes, inesperadamente surgem surpresas, uma delas foi-nos trazida em Outubro de 1984 com a edição fac-similada de "O livro de ilustrações de Cristina" obra a que o autor e um seu amigo, Adolph Drewsen, se haviam aplicado com ternura, paciência, tesoura e cola, criando um maravilhoso livro de imagens para oferecer a uma pequenita de três anos. Folheando revistas dinamarquesas, inglesas, francesas e alemãs, Andersen e o seu colaborador recortaram as gravuras mais sugestivas para compor uma obra original a que as legendas rimadas dão sabor humorístico.

O livro então editado alcançou um êxito assombroso na Dinamarca, esgotando-se em menos de uma semana, e obteve também assinalável sucesso na Grã-Bretanha. Ao que parece, terá sido este livro de Cristina exemplar único; crê-se que Andersen utilizou o mesmo género de colagens em muitos outros livros (treze, pelo menos) que costumava oferecer aos afilhados e a outras crianças, (um deles intitulava-se mesmo "O livro ilustrado do padrinho") enriquecia a oferta com comentários que a imaginação lhe suscitava.

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Colagem. Feita por Andersen para Agnete Lind.

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