Hans Christian Andersen: 1805-1875. EXPOSIÇÃO NA BN DE 3 DE MARÇO A 14 DE MAIO DE 2005
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SOBRE A EXPOSIÇÃO
 
 

Hans Christian Andersen - 1805-2005. Bicentenário do nascimento

A Exposição

Em 1866, no ocaso da vida e famosa, H. C. Andersen estanciou em Portugal durante três meses. Vindo por Espanha, que desadorava, fascinou-o o dima, a lhaneza da gente, a estética renovada daquela Lisboa da Regeneracão - Lisboa das avenidas e dos teatros - mas também de procissões e touradas.

Hóspede dos O'Neill, seus amigos de longa data, conheceu também Setúbal e foi a Sintra, já então adornada com o exótico Palácio da Pena, que falou a sua sensibilidade nórdica, Aveiro, que viu como «uma Holanda triste» , e ainda Coimbra, com os seus monumentos e vida académica.

Melancólico, sonhador, sofrido, desadaptado e por vezes mesmo burlesco, H. C. Andersen, o dos contos infantis - 0 criador do soldadinho de chumbo, da pequena sereia, do patinho feio... - homem de letras com laivos de artista plástico (fazia esboços, croquis e era exímio no recorte de silhuetas) foi festejado, e amado até, dos portugueses. Ao seu perdurável sucesso entre os portugueses, confirmado por sucessivas reedições, nao será estranha uma visão da vida fundada na dor. H. C. Andersen tem algo do fatalismo meridional, que reconhece nos padecimentos e no sofrimento um meio para a recompensa, terrena ou sobrenatural.

Fique, pois, neste bicentenário, momento de lembrança, grata e frutuosa, a evocação que a Biblioteca Nacional realiza, de uma obra que resistiu ao tempo e integra a galeria de referências obrigatórias da história da literatura universal.


Horário de visita à exposição:

Dias úteis: 10h - 19h
Sábados: 10h-17h
Encerra domingos e feriados


Ilustrações da autoria de Manuela Bacelar em 'A Sereiazinha'

 
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