Hans Christian Andersen: 1805-1875. EXPOSIÇÃO NA BN DE 3 DE MARÇO A 14 DE MAIO DE 2005
Cronologia
O CONTISTA A VIAGEM A PORTUGAL
OS CONTOS EVOCAR HC ANDERSEN
RECURSOS ONLINE
SOBRE A EXPOSIÇÃO
1 - A PARTIDA DE COPENHAGA : Janeiro de 1866 2- A CHEGADA A LISBOA: A estada em casa da família O'Neill 3 - A VISITA A SETÚBAL: A Quinta dos Bonecos 4 - A PASSAGEM POR AVEIRO: A Holanda Portuguesa 5 - COIMBRA TEM MAIS ENCANTO: A Mais Bela Cidade Portuguesa 6 - INIGUALÁVEL SINTRA: Verde Luxuriante 7 - O REGRESSO A COPENHAGA: Setembro de 1866 8 - IMPRESSÕES DE VIAGEM

Inigualável Sintra
Um Verde Luxuriante

Logo que repousado, parte para a «inigualável Sintra», onde foi hóspede de José O'Neill, de 26 de Julho a 8 de Agosto.

Maravilha-se aí com a paisagem que descobre. «Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em Sintra um pedaço da sua pátria. Eu descobri aí a Dinamarca. Mas julguei reencontrar muitos pedaços queridos de outras belas terras...». Ao Palácio da Vila falta inteiramente beleza com as «duas chaminés acopuladas que mais parecem garrafas de champanhe». Mas «diferente, mais belo e pitoresco» é «o palácio de Verão de D. Fernando». «Todo o caminho da serra é um jardim, onde a natureza e arte maravilhosamente se combinam, o mais belo passeio que se pode imaginar».

Em breve entra em relações e encontra amigos em Sintra. Encontra a compatriota Viscondessa de Reboredo, filha do Almirante Zahrtmann, cujo marido havia falecido há pouco, é recebido em casa do Conde de Almeida, avista-se com o Marquês da Fronteira e descobre um amigo de Copenhaga, o filho do poeta Lytton-Bulwer, Edward Robert Bulwer-Lytton, então Segundo Secretário da Legação Britânica em Lisboa. Na companhia deste último e de sua esposa vai ver Monserrate, «verdadeira vinheta das Mil e Uma Noites, uma visão de conto de fadas».

O dia da partida está próximo. Em breve chegará o navio do Rio de Janeiro que o transportará a Bordéus. Estará em Lisboa, à espera do navio, «algumas horas, o máximo meio dia», «ainda que bastante desejasse antes de partir, ficar um pouco mais para conhecer a vida e o movimento nocturno nas ruas, cafés e teatros».

E com tristeza e angustiado pela receada viagem por mar, despede-se dos amigos da «Quinta do Pinheiro», da família O'Neill, no seio da qual vivera por algum tempo. No álbum da Senhora O'Neill escreve os versos seguintes :

«Quando, querendo Deus, em breve passear
Nas galerias de faias do meu país natal,
Voará muitas vezes meu pensamento
Para o belo país que é Portugal».

Não se passaram as coisas, porém, como Andersen previra. Em vez de «algumas horas», teve de ficar, à espera do barco, cinco dias, na capital «ardente de sol». Dessa ardência do sol sofre o nórdico terrivelmente, que quase todo o dia se mantém no quarto do hotel, as cortinas «corridas, as portas das janelas fechadas para que não entrasse a luz quente do sol» e só à noite se afoita a um pequeno passeio, quando começa «a sentir algum bem-estar». Assim teve o ensejo, como desejava, de um pouco se misturar «com o povo, entrar nos cafés e percorrer os passeios». Até que uma madrugada é acordado por um mensageiro de O'Neill que lhe traz a notícia que o navio francês «Navarro», vindo do Rio, estava a entrar.


Ampliar obra

A mais bela e decantada parte de Portugal é a inigualável Sintra. “O novo paraíso”, denominou-a Byron. “Aqui a Primavera tem o seu trono”, assim a cantou o poeta português Garrett. [...]

H. C. AndersenUma visita em Portugal em 1866

1 - A PARTIDA DE COPENHAGA : Janeiro de 1866 2- A CHEGADA A LISBOA: A estada em casa da família O'Neill 3 - A VISITA A SETÚBAL: A Quinta dos Bonecos 4 - A PASSAGEM POR AVEIRO: A Holanda Portuguesa 5 - COIMBRA TEM MAIS ENCANTO: A Mais Bela Cidade Portuguesa 6 - INIGUALÁVEL SINTRA: Verde Luxuriante 7 - O REGRESSO A COPENHAGA: Setembro de 1866 8 - IMPRESSÕES DE VIAGEM
2005 BIBLIOTECA NACIONAL. Todos os direitos reservados